Espero-te no zimbro da noite, oh amor
que me transportas nos teus olhos e me levarás até ao mar.
Espero-te nesta noite acabada de
desenhar, que aos poucos foi crescendo na minha mão, agora que levita como
levita o teu cabelo,
quando desce o luar à planície.
Nascem flores, nos teus olhos,
e são tão lindas e são tão lindos,
meu amor;
as flores e os teus olhos…!
Espero-te na mendicidade do meu corpo,
de sofrer com o veneno da página trinta e três deste livro, e que diz:
Página trinta e três:
O amor precisa de palavras.
Espero-te na mendicidade do meu corpo,
encontro as cordas sobre a mesa, o talhar, a toalha, o prato, os pequenos
retalhos da minha tristeza.
Espero-te acreditando que a insónia é
uma esplanada junto ao mar, que é um pedaço de silêncio, na sombra da noite,
Nos lábios do dia.
Espero-te.
(orgasmo
literário)
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