Este navio começa a
afundar-se lentamente neste oceano de tristeza e de palavras.
Sou o comandante, sinto a
cada minuto que passa que ele desfalece, e aos poucos começa a levitar em
direcção ao centro da terra.
Um túnel de silêncio sei
que me abraça, e nos seus olhos transporta a imagem tranquila do meu pai,
Sorri.
E eu, viro as minhas
lágrimas para a mesinha-de-cabeceira e escondo-me do meu pai;
Porque o faço?
Por vergonha.
Cada vez são mais as
palavras, cada vez são menos as flores de papel, dentro deste poço de insónia, pego
num grama de medo…
Sou puxado, aos poucos,
para a caverna que está no fundo do oceano, distante, tão distante do sol.
Tão distante, a cada dia
que passa, dos teus olhos.
Este navio já não me
pertence,
E neste momento,
Já nem os cigarros me dão
prazer.
(orgasmo literário)
Sem comentários:
Enviar um comentário