O café sempre azedo
Os cigarros sabem a suicídio
E a corpos mutilados
E não há açúcar que lhes valha,
O meu corpo é um café
É um cigarro mutilado
É um corpo suicidado
É poesia,
É pedra lapidada
Diamante falso
É madrugada,
Sempre azedo
O café
E o meu corpo
E os meus poemas,
Toca a corneta do silêncio
O meu corpo e outros corpos
Desfilam na parada do medo,
E o café sempre azedo,
Frio,
Mutilado e em suicídio,
O café frio
Uma pedra de sono da noite anterior,
Acorda,
Uma teia de aranha na minha mão,
Um vazio…
O meu coração,
A vida é o cosmos,
É a paixão de nada ter,
Ser,
Frio o café,
Azedo,
Antes que alguém me grite…
Amanhã será,
Tudo menos café azedo
E frio
E mutilado,
E suicidado contra o teu olhar,
Amanhã não sei se cá estou,
Posso morrer hoje,
Mais logo ou daqui a pouco…
Ou junto à noitinha,
E suicidado no teu olhar,
O café frio, azedo…
De mulher luar!
08/02/2024
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