O bolo de noz
Sabe a figo
Dois gramas de poesia
Sobre a mesa,
Ao balcão um pedinte,
Que se despede da situação,
Embrulha num pano,
Um pedaço de pão,
Um pedaço de nada.
E vai feliz,
Caminha pela avenida,
Mete-se à estrada,
Puxa de um cigarro que sabe também a figo…
E morre de aflição.
O bolo de noz
Sabe a figo
E tentam salvar o pedinte,
Nada há a fazer…
O bolo de noz
Também morre,
No dia seguinte…
E que triste, deve ser morrer,
E comer um bolo de noz que sabe a figo.
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08/02/2024
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