Ponho-me em maginações
Com os botões da minha
breguilha
E se eu ao menos fosse
mágico!
Se eu fosse um pirilampo
mágico
Daqueles que se vendem
nas tabacarias
E afins
Numa qualquer agência
funerária
Perto de si.
Lérias.
Batatas com bacalhau para
o almoço
Grão-de-bico para o jantar
Ponto final
Mar.
Pífio
Fio de nylon enforcado
com uma mão
E com a outra
Fuma descansadamente
E sorri
E vi
Quando li
Que há marinheiros de
cartolina
Como as luzes da
madrugada
Em cio.
Que puta de sina!
O calcário da água
A máquina de lavar loiça
Avariada
A chuva não pára de bater
na vidraça
Na mão tenho vidros
Nos vidros tenho palavras
Janelas
Portadas.
Ponho-me em maginações
Com os botões da minha
breguilha
E se eu ao menos fosse
mágico!
Se eu ao menos fosse um CUBO
UM CUBO MÁGICO!
11/02/2024
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