segunda-feira, 1 de maio de 2023

Invisível corpo das tuas mãos em poesia



 (acrílico s/tela. 70cm x 100cm. Francisco Luís Fontinha – Alijó)

 

 

A espada que Dilacera o teu corpo

Em finas fatias de desejo

Do teu corpo mergulhado na insónia

Quando essa espada que trago na mão…

Poisa docemente nos teus lábios,

 

Das tuas mãos em poesia

Cansaço poema do masturbar silêncio…

Quantas estrelas

Meu amor

Se suicidam nos teus olhos invisíveis…

 

E fazem do Universo o sítio mais frio de todos os sítios frios e distantes…

Um pequeno relógio de paixão

Diz-me que são horas de partir…

De me erguer perante Deus…

E quem sabe… rezar que esta espada nunca morra em minha mão.

 

 

 

Alijó, 01/04/2023

Francisco Luís Fontinha

Sem comentários:

Enviar um comentário