terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Solitárias palavras


Solitárias palavras
Que flutuam no teu vizinho sorriso
Das manhãs adversas
Que alimentam o tempo
E na cratera de um olhar
Acorda o sonâmbulo desejo
Solitárias pálpebras de nada
Rompendo a triste madrugada
Sem que o solstício do sono
Escreva nas paredes da dor…
Escrevo-te não sabendo se me vais ler
Solitárias palavras
Que se afogam no mar
E sem o saber
A geada do amanhecer
Entranha-se na penumbra sombra do xadrez
Que vive no meu jardim de vidro…
Solitárias palavras
Nas ínfimas letras desajeitadas
Que aportam nas tuas mãos
Como uma queimada seara.


Francisco Luís Fontinha
07/02/17

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