10 maio 2026

Não sonhar mais haverá não sentindo

Não sonhar mais haverá não sentindo

O frio distante da despedida

Não mais te querer

Na falsa primavera de uma mentira,


Não sonhar mais haverá não sentindo

O teu olhar e a tua voz

A tua boca e os teus lábios de mel

Não sonhar mais eu te sonhar.


Francisco

10/05

19:28

No tempo tudo é esquecer

E eu com tempo

Também te vou esquecer.

Há-de nascer em mim a estrela da morte

Há-de nascer em mim a estrela da morte

Perdura e incentiva a distância ao cubo de néon

Que me transportará ao outro mar

Deste destino de o ser,

 

O ser descer a triste vanidade do alguém o sentir

E ver

E correr

E morrer,

 

E nascer sabendo que amanhã não o serei

Ser

E ter

Outra viagem ao sol,

 

Outra vontade de vencer

Há-de nascer em mim a estrela da morte

Aquela colorida estrela

De te esquecer.

 

Francisco

10/05
14:38

Nunca é tarde

Nunca é tarde para amar

A tarde

E o mar,

 

Nunca é tarde para sonhar

A tarde

E o luar,

 

Nunca é tarde para desejar

Te desejar

E amar

 

Francisco

10/05

09:54

Janelas do meu sonhar

São tantas e as poucas não entendem

Que de tantas que são as janelas do meu sonhar

Apenas uma tem o sorriso virado para o mar

De tantas e das poucas na primavera de um olhar

Que as janelas do meu sonhar

Também têm vista para o luar

 

Francisco

10/05
02:11

09 maio 2026

No silêncio do tempo

A fina sombra que alguém esqueceu no silêncio do tempo

Esqueceu

Vivemos esquecidos

No esquecimento de uma fotografia e de um guarda-chuva,


Chuva

Segue-se a luz e o beijar

No espelho da morte

A sorte em ter a lua no meu sonhar,


E a fina sombra que alguém tem no toque de uma estrela

Porque o sobrar é a alegria do mundo

Entre as palavras

Que o livro deixou na loucura de um relógio,


Sou um tolo-louco que vive no silêncio

Na alvorada

A árvore que me trouxe

A lareira de uma casa.


Francisco

09/05

21:50

Nos teus braços


Nos teus braços eu me deitaria

Dormia

Nos teus braços eu sentia

Cada palavra que escrevo e cada melodia,

 

Nos teus braços eu me deitava e sentia

E não te mentia

E eu sabia

Que já nada há em ti a não ser o dia

 

Vestido de noite vestido de poesia,

Nos teus braços eu me deitaria

Alegria

A alegria de já não pertenceres à minha poesia.

 

Francisco

09/05

19:41