Onde estão,
Como estão,
Onde moram,
E o que comem os teus
seios,
A que rio pertencem os
teus seios,
O que sentem,
Como brincam,
Os teus seios,
Onde estão,
Como são,
Os teus seios,
Na primavera do teu
corpo.
20/06
16:32
Onde estão,
Como estão,
Onde moram,
E o que comem os teus
seios,
A que rio pertencem os
teus seios,
O que sentem,
Como brincam,
Os teus seios,
Onde estão,
Como são,
Os teus seios,
Na primavera do teu
corpo.
20/06
16:32
Tenho fome dos teus seios
meu amor
Tenho sede da tua boca e
dos enseios
Tenho frio da tua mão
E tenho o silêncio dos
teus beijos
Tenho flores para te
oferecer
Tenho fome dos teus seios
meu amor
E tenho sede da tua boca
meu amor
No meu corpo a arder
Tenho a noite dentro da
noite
Tenho virgulas loucas que
não quero utilizar
Tenho estrelas para te
desenhar
No teu corpo meu amar
No teu corpo em mim
entrar
Tenho uma mão para o teu cabelo
afagar
E tenho a outra mão para
o teu rosto tocar
Tenho fome dos teus seios
meu amor
Tenho sede da tua boca e
dos enseios
Tenho frio da tua mão
Quando o dia acontece
E cresce
Dentro do coração
20/06
02:43
Quando o rio não corre
para o mar
Quando o mar deixou de
ser o mar, e agora
É uma minimaré
Talvez,
Quando o pénis louco no
seu acordar
Quanta espuma e quanto
mar
Quando a lua já nem tem
luar
E o luar agora é,
Quando o mar não abraça o
rio no seu correr
E da fragrância do olhar tanta
é a luz
Do outro pobre mar
Quando o mar já não é o
mar e agora é,
Quando o rio não corre
para o mar
Quando o mar deixou de
ser o mar
Quando a luz em seu erguer
anseia ser o mar
O mar que odeia o mar que
deixou de ser o mar.
20/06
00:25
Não preciso de nada, só
preciso de ti
E de uma enxada
Para cavar a terra
invisível e do capim
Não
Não preciso de nada, só
preciso de ti
E de um jardim
Para me sentar
Para te olhar
Para te dizer,
Não preciso de nada, só
preciso de ti
Em meu viver
Na minha madrugada.
Não preciso de nada.
20/06
00:09
Hortênsia aprisionada num
círculo de vidro
Mergulhada na água
Sentindo o perfume da
maré
Sendo o estar
No estar sem fé
De pé
A pé
A caminhar
Hortência flor milenar
Do esconderijo de uma mão
Sangrando o odor de uma
hortência em fúria e em dor
Que sempre que alguma
coisa lhe perguntam ela responde não
Não
Não
Eu não sou uma hortência
em dor
Nem o mar da tua mão
Porque sim senhor
Sou hortência e sou a luz
da noite antes de acordar
Mas não sou a hortência
do teu amor
Nem do teu mar
Não
Não
Nunca serei a hortênsia
do teu sonhar
Nem a hortência do teu
amar
19/06
16:20
Se o vento sofrido
Deixasse de o ser
Sendo apenas vento
Sendo apenas o querer
Da raiz do pensamento
Quando o vento é não ter
O vento sofrido
E perguntem ao vento se
ele quer ser o vento
Perguntem-lhe com
delicadeza
Deixasse de o ser
Ser o vento de sofrer
E passasse a ser
Apenas vento sem o saber
Se o vento sofrido
Deixasse de o ser
Sendo apenas vento e o saber
Que este vento não quer
mais ser
Nem vento nem o sofrer
19/06
16:11