20 junho 2026

Os teus seios

Onde estão,

Como estão,

Onde moram,

E o que comem os teus seios,

 

A que rio pertencem os teus seios,

O que sentem,

Como brincam,

Os teus seios,

 

Onde estão,

Como são,

Os teus seios,

Na primavera do teu corpo.

 

20/06
16:32

Tenho fome dos teus seios meu amor

Tenho fome dos teus seios meu amor

Tenho sede da tua boca e dos enseios

Tenho frio da tua mão

E tenho o silêncio dos teus beijos

Tenho flores para te oferecer

Tenho fome dos teus seios meu amor

E tenho sede da tua boca meu amor

 

No meu corpo a arder

Tenho a noite dentro da noite

Tenho virgulas loucas que não quero utilizar

Tenho estrelas para te desenhar

No teu corpo meu amar

No teu corpo em mim entrar

Tenho uma mão para o teu cabelo afagar

 

E tenho a outra mão para o teu rosto tocar

Tenho fome dos teus seios meu amor

Tenho sede da tua boca e dos enseios

Tenho frio da tua mão

Quando o dia acontece

E cresce

Dentro do coração

 

20/06
02:43

Quando o rio não corre para o mar

Quando o rio não corre para o mar

Quando o mar deixou de ser o mar, e agora

É uma minimaré

Talvez,

 

Quando o pénis louco no seu acordar

Quanta espuma e quanto mar

Quando a lua já nem tem luar

E o luar agora é,

 

Quando o mar não abraça o rio no seu correr

E da fragrância do olhar tanta é a luz

Do outro pobre mar

Quando o mar já não é o mar e agora é,

 

Quando o rio não corre para o mar

Quando o mar deixou de ser o mar

Quando a luz em seu erguer anseia ser o mar

O mar que odeia o mar que deixou de ser o mar.

 

20/06
00:25

Não preciso de nada, só preciso de ti

Não preciso de nada, só preciso de ti

E de uma enxada

Para cavar a terra invisível e do capim

Não

Não preciso de nada, só preciso de ti

E de um jardim

Para me sentar

Para te olhar

Para te dizer,

 

Não preciso de nada, só preciso de ti

Em meu viver

Na minha madrugada.

 

Não preciso de nada.

 

20/06
00:09

19 junho 2026

 Troquei-te pelo Ubuntu, desculpa amor...

O mar da tua mão

Hortênsia aprisionada num círculo de vidro

Mergulhada na água

Sentindo o perfume da maré

Sendo o estar

No estar sem fé

De pé

A pé

A caminhar

 

Hortência flor milenar

Do esconderijo de uma mão

Sangrando o odor de uma hortência em fúria e em dor

Que sempre que alguma coisa lhe perguntam ela responde não

Não

Não

Eu não sou uma hortência em dor

Nem o mar da tua mão

 

Porque sim senhor

Sou hortência e sou a luz da noite antes de acordar

Mas não sou a hortência do teu amor

Nem do teu mar

Não

Não

Nunca serei a hortênsia do teu sonhar

Nem a hortência do teu amar

 

19/06

16:20

Se o vento sofrido Deixasse de o ser

Se o vento sofrido

Deixasse de o ser

Sendo apenas vento

Sendo apenas o querer

Da raiz do pensamento

Quando o vento é não ter

 

O vento sofrido

E perguntem ao vento se ele quer ser o vento

Perguntem-lhe com delicadeza

Deixasse de o ser

Ser o vento de sofrer

E passasse a ser

 

Apenas vento sem o saber

Se o vento sofrido

Deixasse de o ser

Sendo apenas vento e o saber

Que este vento não quer mais ser

Nem vento nem o sofrer

 

19/06
16:11