Diz o povo que:
Havendo língua e dedo,
Não há mulher que meta
medo.
Eu, nem dedo.
Não sei, meu amor
Não sei o nome daquela
rua, naquele sítio
Onde brincavam as pedras,
e havia uma calçada
E de quem a quem, mais além
Ruelas, esconderijos
abstractos, sem um nome
Sem uma morada, não sei,
meu amor
Não sei onde estão as
estrelas da noite, a noite
Deixou de ter estrelas, e
a lua
Nunca mais, mais
Teve o luar, ou teve nos
lábios
Um beijo de mel
Não sei, meu amor.
09/09
11:33
São os teus olhos, são
As tuas mãos o açafrão que
alimenta
A noite, são os teus
olhos, são
As estrelas do meu viver
São os teus olhos, são
São os teus olhos
palavras semeadas
Na última viagem da
madrugada, são
Os teus olhos, são
São almas penadas, e
caminhos por
Caminhar, são os teus
olhos, olhos de mar
Na ínfima distância do
olhar, são os teus
Olhos, os olhos do meu
amar.
09/09
06:04
As pedras que me lançam,
são penas
Tão leves, tão leves que
nem as sinto
Brevemente, com elas
Construirei estrelas e
mares,
Porque as pedras que me
lançam, são penas
Tão leves. Tão leves
Como a chuva.
08/09
22:01
A noite é quase a
vergonha, na existência
Ausente, deixar na
videira
A mão, a sombra
E a semente.
A noite é quase vergonha,
na vida
Descer, descer até
Ao sítio, ainda com vida
Este sítio de viver.
07/09
22:30