A tua pele
É o silêncio de um
suspiro
A tua pele
É a seda escoar sobre a
minha
Pele, em brasa
A tua pele
É o beijo, é o te tocar
Na tua pele, na minha
boca
Em silêncio
16/08
11:54
A tua pele
É o silêncio de um
suspiro
A tua pele
É a seda escoar sobre a
minha
Pele, em brasa
A tua pele
É o beijo, é o te tocar
Na tua pele, na minha
boca
Em silêncio
16/08
11:54
As feras mecanizadas, na
voz rouca
E dissimila, o caixote
das ferramentas
Sobre a almofada
escondia, às vezes
O sono, sem dono
Nunca teve dono, o meu
sono
Tão pouco, teve corpo
O sono do meu corpo
Era insónia
No teu corpo na véspera sentada,
sobre
A cama, te toco
E sei, era insónia
Na caminhada do ser.
16/08
02:45
O azul da manhã
poisado na tela
silenciada da solidão
a encarnada dor nos
braços circunflexos dos plátanos
entre as pálpebras do
meio-dia
e os olhos do cansaço
o amarelo flor
dos lábios da preguiça
nos seios do rio
o azul da manhã
em barcos de papel
e papagaios de infância
quando o vento adormece
dentro do desejo
o azul
na tela da solidão
poisado em ti
dos olhos cansaço
as artérias entupidas de
palavras
e versos
e saudade
e azul da manhã.
Quando ouço a palavra
amo-te
no mar dos teus lábios
tenho medo meu amor
que tudo seja mentira
que eu esteja a sonhar
e que as palavras sejam
sombras
nas paredes do desejo
ao cair da noite.