09 setembro 2026

Palavras ausentes

9 de setembro de 2026,


A ferrugem é uma fotografia da chuva, que o livro semeia na esquina do amar,

Sentindo, o frio 

Calor do abraço


Sabendo que morre 

Em si, o fogo em verso 

Sobre a paixão da cama, as palavras ausentes 

Em busca de um pedaço de papel.


09/09

22:31

Aos poucos, te afastas

Na voz,

Nas palavras,

 

Aos poucos...

 

No olhar. 

Senhores leitores, por hoje é tudo

Despeço-me com amizade,

 

Até amanhã, se Deus quiser.


Diz o povo que:

Havendo língua e dedo,

Não há mulher que meta medo.

 

Eu, nem dedo.

Não sei, meu amor

Não sei, meu amor

Não sei o nome daquela rua, naquele sítio

Onde brincavam as pedras, e havia uma calçada

E de quem a quem, mais além

Ruelas, esconderijos abstractos, sem um nome

Sem uma morada, não sei, meu amor

 

Não sei onde estão as estrelas da noite, a noite

Deixou de ter estrelas, e a lua

Nunca mais, mais

Teve o luar, ou teve nos lábios

Um beijo de mel

 

Não sei, meu amor.

 

09/09
11:33