18 setembro 2026

O fogo

Fogo que deixei na alvorada, na esquina de uma fotografia 

A paixão é quase gelo, mas já nada 

Pertence a me pertencer, que de 

Nada eu preciso, nem da vida,

Nem do viver.


Já amordaçada estava a luz do mar, no toque do orvalho 

Também não sei como foi gente, tanta gente 

Alvoroço, o frio e o beijar no calor 

De um olhar, no silêncio de um livro.


E este fogo por mim semeado, por 

Mim desejado, é o vértice anónimo 

De uma mágoa de brincar, anoitece em mim 

Como se uma flor acabasse de morrer.


17/09

13:47