Fogo que deixei na alvorada, na esquina de uma fotografia
A paixão é quase gelo, mas já nada
Pertence a me pertencer, que de
Nada eu preciso, nem da vida,
Nem do viver.
Já amordaçada estava a luz do mar, no toque do orvalho
Também não sei como foi gente, tanta gente
Alvoroço, o frio e o beijar no calor
De um olhar, no silêncio de um livro.
E este fogo por mim semeado, por
Mim desejado, é o vértice anónimo
De uma mágoa de brincar, anoitece em mim
Como se uma flor acabasse de morrer.
17/09
13:47