Abro a janela para disfarçar o fogo do teu olhar
Na sombra do meu sonhar
Que pertence às telas e aos olhos do teu sorriso
E sinto a tarde no toque de uma fotografia,
A noite vem
Traz com ela o abismo da morte
Lançada contra os meus livros
Sitiados na esquina do amar,
E outro mar sentindo o meu verso
Na espuma interestelar de uma mágoa
Que serei talvez louco
Porque o tolo é quase gelo quando dorme
Na cama da ausência milenar,
E da janela para disfarçar o teu corpo
Uma andorinha de luz
No fogo do teu olhar.
Francisco
07/05