04 abril 2026

É a melodia da morte que traz o dia

É a melodia da morte que traz o dia, o evangelho sagrado

A árvore na lápide flor

De um guarda-chuva acorrentado ao destino

Ser poesia, e o beijar

Da bruma tela que também era o soldado, que ainda não terminou o circo

No fogo da mão


Em fuga, na vida em contramão que o sono esconde

E que finge

Ruas desertas, ruas miséria

Sempre que um poeta

Sofre

E chora


Que já não há cupidos, agora existem drones

Qualquer dia as sanitas são as palavras, e Deus

O triângulo das bermudas, o meu cacilheiro

Se esconde

E se adormecer

É a melodia da morte que traz o dia


04/04/2026, 21:35