13 março 2026

Procuro o teu sexo neste emaranhado de papéis, tintas

Procuro o teu sexo neste emaranhado de papéis, tintas

Às telas dos teus seios, o fogo

Vírgula por vírgula, dia após dia, misericórdia, e miséria

A árvore do mar é quase gelo, a primeira primavera dos nossos sonhos, a água

A sílaba do mundo, o universo

Em verso

No encarnado destino

A não ser


Enquanto fui menino, também o fui enquanto voei, enquanto

A estrada era só um caminho, um ninho

As tuas palavras são as palavras da última paragem no silêncio dos meus poemas

Que arden no xisto de uma fotografia, a areia

A sul, um barco é quase o outro relógio que também foi a luz do clitóris, a janela, a migalha

A mesa despedida, nua, a

Tarde no teu ventre, sente

A gente.


13/03/2026, 22:08

Sem comentários:

Enviar um comentário