Procuro o teu sexo neste emaranhado de papéis, tintas
Às telas dos teus seios, o fogo
Vírgula por vírgula, dia após dia, misericórdia, e miséria
A árvore do mar é quase gelo, a primeira primavera dos nossos sonhos, a água
A sílaba do mundo, o universo
Em verso
No encarnado destino
A não ser
Enquanto fui menino, também o fui enquanto voei, enquanto
A estrada era só um caminho, um ninho
As tuas palavras são as palavras da última paragem no silêncio dos meus poemas
Que arden no xisto de uma fotografia, a areia
A sul, um barco é quase o outro relógio que também foi a luz do clitóris, a janela, a migalha
A mesa despedida, nua, a
Tarde no teu ventre, sente
A gente.
13/03/2026, 22:08
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