Poeta, resistente e revolucionário, as suas letras
escritas para a poesia, canções e fados são uma obra extraordinária de
celebração da vida.
Inicia atividade política em 1969, aderindo ao Partido Comunista Português e
integrando a Comissão Democrática Eleitoral de Lisboa, desenhando também os
cartazes dessa campanha eleitoral. Solidário e generoso, afirma-se contra a
ditadura e participa em vários momentos culturais de oposição ao regime.
No mesmo ano, o seu poema «Desfolhada», pela voz de Simone de Oliveira, vence o
Festival RTP da Canção. Publica vários livros de poesia e, em 1971,
“Fotos-grafias” foi apreendido pela PIDE. Participa na “Antologia de Poesia
Portuguesa Erótica e Satírica”, de Natália Correia, livro igualmente apreendido
pela PIDE.
Escreveu mais de 600 poemas para canções, e colaborou com Fernando Tordo, Alain
Oulman, José Mário Branco, Paulo de Carvalho e António Victorino de Almeida;
escreveu para Amália Rodrigues e Carlos do Carmo. Na sua obra escreveu de forma
singular o 25 de Abril e os seus ideais de justiça social, de liberdade e de
fraternidade.
Assumiu com coragem a sua homossexualidade, enfrentando preconceitos e
discriminações. Militou ativamente no PCP até ao fim da sua vida, a 18 de
janeiro de 1984, com 47 anos.
