07 dezembro 2025

Ary dos Santos

 


Poeta, resistente e revolucionário, as suas letras escritas para a poesia, canções e fados são uma obra extraordinária de celebração da vida.
Inicia atividade política em 1969, aderindo ao Partido Comunista Português e integrando a Comissão Democrática Eleitoral de Lisboa, desenhando também os cartazes dessa campanha eleitoral. Solidário e generoso, afirma-se contra a ditadura e participa em vários momentos culturais de oposição ao regime.

No mesmo ano, o seu poema «Desfolhada», pela voz de Simone de Oliveira, vence o Festival RTP da Canção. Publica vários livros de poesia e, em 1971, “Fotos-grafias” foi apreendido pela PIDE. Participa na “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, de Natália Correia, livro igualmente apreendido pela PIDE.

Escreveu mais de 600 poemas para canções, e colaborou com Fernando Tordo, Alain Oulman, José Mário Branco, Paulo de Carvalho e António Victorino de Almeida; escreveu para Amália Rodrigues e Carlos do Carmo. Na sua obra escreveu de forma singular o 25 de Abril e os seus ideais de justiça social, de liberdade e de fraternidade.

Assumiu com coragem a sua homossexualidade, enfrentando preconceitos e discriminações. Militou ativamente no PCP até ao fim da sua vida, a 18 de janeiro de 1984, com 47 anos.