27 dezembro 2025

Pedaços de dezembro

Ao comer a luz do mar quando a tarde,

Morre em pedaços de dezembro como uma janela encerrada, ou ausente,

Morre o fogo que também era só a pétala de uma mão, entre parêntesis e dentro

Fica esquecida uma equação diferencial, sem solução

O vértice dos sonhos que ainda não terminaram de escrever na maré de uma magnólia


No corpo luar sob o silêncio de uma abelha, ao comer a luz do mar, os barcos são pessoas apressadas, são gente sem alma, é

O último deserto do meu coração, e

O último dia, aquele em que nos despedimos da chuva que ainda ontem estava sentada na esquina do mar,

E que hoje é o aresto atestado que também é quase,

Quase o feitiço do outro verso,

No frio de uma lágrima.


27/12/2025, 22:54




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