Ao comer a luz do mar quando a tarde,
Morre em pedaços de dezembro como uma janela encerrada, ou ausente,
Morre o fogo que também era só a pétala de uma mão, entre parêntesis e dentro
Fica esquecida uma equação diferencial, sem solução
O vértice dos sonhos que ainda não terminaram de escrever na maré de uma magnólia
No corpo luar sob o silêncio de uma abelha, ao comer a luz do mar, os barcos são pessoas apressadas, são gente sem alma, é
O último deserto do meu coração, e
O último dia, aquele em que nos despedimos da chuva que ainda ontem estava sentada na esquina do mar,
E que hoje é o aresto atestado que também é quase,
Quase o feitiço do outro verso,
No frio de uma lágrima.
27/12/2025, 22:54

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