O vértice da chuva, míngua e balança
Sobre o corpo coberto de fogo, e lateja
Na esquina da morte, que procura a luz
Na tarde lápide do dia.
Somos os poetas que ainda ontem eram dois passageiros sem o querer, vai
Locomotiva de tinta para disfarçar o cabelo do silêncio, e a espuma lançada contra mim,
É um bocado de sémen semeado na algibeira de uma enxada, e que rezava às palavras, tantas que eram
As lágrimas
E tão poucas que são as madrugadas.
O vértice da chuva, à insónia voltará, descalço
E pedindo a esmola prometida.
15/12/2025, 21:53
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