15 dezembro 2025

O vértice da chuva

O vértice da chuva, míngua e balança

Sobre o corpo coberto de fogo, e lateja

Na esquina da morte, que procura a luz

Na tarde lápide do dia.

Somos os poetas que ainda ontem eram dois passageiros sem o querer, vai

Locomotiva de tinta para disfarçar o cabelo do silêncio, e a espuma lançada contra mim,

É um bocado de sémen semeado na algibeira de uma enxada, e que rezava às palavras, tantas que eram

As lágrimas

E tão poucas que são as madrugadas.

O vértice da chuva, à insónia voltará, descalço

E pedindo a esmola prometida.

15/12/2025, 21:53


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