Onde estás, leão
Selvagem selva o Rei dos soldados
Selvagem, a sede, leão que comer me queria
Leão, onde estás, que aqui jaz, o camafeu curvilíneo
E figueira com espinhas, o pão
O martelo, uma dentada roda, dentro do clitóris de uma abelha, e dás,
Partiu sorrindo, e morrendo, sorriu, e dormiu
Tão leão, tão leãozinho, tenaz, na apertada despedida
A ida
Que era uma imagem envergonhada, só e sós e nós
Descendo o alpendre de uma mão
Onde estás, leão
Na escuridão de uma bala amordaçada, se eu o ser
Lua de mel que também é quase gelo quando a tarde se esconde no silêncio que ainda ontem era
Vento sobre uma mesa de bilhar
Se deita, leão
Leão que saboreia as palavras de uma mesa, e escreve na terra
Sagrada, se despe, leão onde estás
Tão grande que tu eras, e na selva onde moravas
Descansa em submarina profundeza, a despedida
Do outro lado do mar, a aldeia que incendeia
A selva e o leão.
31/12/2025, 23:09
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