02 dezembro 2025

Uma lápide em descanso

Ao fogo me pertence

A lágrima de uma lápide em descanso

Um corpo que teima, e que não vence

O fogo que me consome, e eu me lanço

 

Ao vento, e lhe peço, lhe peço o luar

Ou apenas um verso

E salto, e corro, e pertinho do mar

Talvez habite o meu regresso

 

Mas o fogo me consome, e me pertence

Como à fome sobre a mesa poisada

E que é a luz, e não me convence

 

Que o fogo me consoma

Mesmo que o dia seja só porrada

E que à noite regresse a voz, triste e mona.

 

02/11/2025, 19:26


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