Ao fogo me pertence
A lágrima de uma lápide
em descanso
Um corpo que teima, e que
não vence
O fogo que me consome, e eu
me lanço
Ao vento, e lhe peço, lhe
peço o luar
Ou apenas um verso
E salto, e corro, e
pertinho do mar
Talvez habite o meu regresso
Mas o fogo me consome, e me
pertence
Como à fome sobre a mesa
poisada
E que é a luz, e não me
convence
Que o fogo me consoma
Mesmo que o dia seja só
porrada
E que à noite regresse a
voz, triste e mona.
02/11/2025, 19:26
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