Guardava em ti, o fogo do desejar
Que a noite sempre fosse
a razão, e a vontade
Que o fogo dormisse no
silêncio do mar
Que o meu te amar, não
fosse a verdade
E que da lua eu recebesse
um qualquer presente
Até podia ser um punhado
de nada
Ou até um simples olhar
ardente
Que mente, a cada nova
madrugada
Guardava em ti, meu amor
A clepsidra de um novo
amanhecer,
Que no meu tempo, sem
tempo a dor
Oiço o cansaço de viver,
e de o ser
Um qualquer miserável
passeante, impaciente
Em todo o seu querer
Em todo o seu dormir
Que este fogo em te
desejar, e que sente
No teu olhar, o medo de
sorrir.
21/12/2025, 12:57
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