Serra o vento o centeio da despedida, encerra a janela, o vento
Somos as raízes do
infinito, depois alguém nos apelida de tolo, e de louco, e de faminto
E de mendigo, e de
sem-abrigo, e de não ter um amigo
Serra o centeio o mar
semeado na algibeira de um adeus, é tão pouca a sobriedade de um beijo, e tanto
é o medo
Da espada que se crava na
terra, como se ele fosse um desejo
Ou até, um pedaço de
merda
Que o vento cerra, que o sapato
esconde, o centeio vento que o vento me leva, e o centeio da despedida, que é
tão pequenino, como aquela árvore junto à ribeira, onde brincava um menino, e
um cão
Que latejavam sombras
capazes de também elas, e eles
Cortarem a montanha em
migalhas, como se de areia fossem, as sandálias de couro da alvorada
Serra o vento o centeio
da despedida, e a caneta, morre
E o papel, congela nas
minhas mão em partida
Que o vento encerra, que
o vento me leva
E no centeio fica, uma
simples pedra
Fica a caneta, a charrua,
a burra e o zimbro de um pedaço de poesia, que se suicida, e que depois
É o vento,
Que o centeio serra, que
o centeio, abriga.
11/12/2025, 05:11
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