A direito, da terra à lua
Ao fundo da sepultura. É sempre
Sempre a direito
A direito sobre o chão, o
calcado chão
O pobre do ancião, do
mendigo e de seu cão
O Camões
A direito até aos carrilhões
dentados de uma lareira em lágrimas
A direito vem o fogo, a
direito contra os rochedos
A direito o esqueleto grampeado, com os seus duzentos
e seis ossos ainda intactos, tudo
Tudo pela módica quantia
de cinco aéreos, depois
A direito, sempre a
direito até à lua
E será sempre luz.
04/11/2025, 22:01
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