04 dezembro 2025

E será sempre luz

 

A direito, da terra à lua

Ao fundo da sepultura. É sempre

Sempre a direito

A direito sobre o chão, o calcado chão

O pobre do ancião, do mendigo e de seu cão

O Camões

 

A direito até aos carrilhões dentados de uma lareira em lágrimas

A direito vem o fogo, a direito contra os rochedos

 A direito o esqueleto grampeado, com os seus duzentos e seis ossos ainda intactos, tudo

Tudo pela módica quantia de cinco aéreos, depois

A direito, sempre a direito até à lua

E será sempre luz.

 

04/11/2025, 22:01

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