Da luz dos teus olhos, um
par de estrelas se acossa na constante incinerada das asas de uma abelha
Ao mel, que venha a
chuva, e que leve a colmeia acesa numa cama de minerais de incenso
Capaz de se erguer da
lama, e agarrar a lua
Que grita, e que chama
A tempestade e que dilacera
o silêncio de um olhar
Na rua sossegada de uma aureola
Se ao menos o vento me
levasse daqui para fora
Para tão ou mais longe de
onde vim
Eu seria um barquinho,
tão menino
Como todos os meninos
barquinhos
Que voam num pequeno charco
de medo
Perdido, tão perdido…
01/12/2025, 22:11
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