Nos olhos as metástases do
sofrimento, que quase é fogo no silêncio do orvalho semeado na clandestinidade
de uma mão ausente, depois
Ai, a saudade
E morra também,
juntamente com as lágrimas de escansão, que eu tenha juízo, muita
Muita argamassa das cinzas
renasce e cresce, sobre o mar
Outro mar em lume.
Que cada pedra é um homem
só, descaído, caído sobre o vento, que a chuva é sangue, que a chuva também é o
alimento
E da descida, e na
erguida, e dento do húmus, o fumo
Porque a razão é uma
merda, porque o coração é
Uma bomba, não mecânica,
mas o é
Na tristeza de uma
sanzala.
06/11/2025, 22:04
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