A fria madrugada não sabe quem eu sou
Até que a madrugada é
simpática, alentada
Mas, o que esperar desta
madrugada
Que parece e aparece uma
guilhotina assassina
E ensanguentada
Aliás, de hoje, e desta
madrugada
De nada vou esperar
Cansei-me de esperar
E que me cansei de
correr, e de saltar
Que me cansei de olhar o
silêncio de um luar
Ou ouvir os gritos
sonolentos de um pulsar
De palavras dentro de
mim, que me cansei do meu nome
E das palavras, que saem de
mim, e dos rios que brotam
Deste cansaço sem fim.
09/12/2025, 05:36
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