09 dezembro 2025

A fria madrugada

A fria madrugada não sabe quem eu sou

Até que a madrugada é simpática, alentada

Mas, o que esperar desta madrugada

Que parece e aparece uma guilhotina assassina

 

E ensanguentada

Aliás, de hoje, e desta madrugada

De nada vou esperar

Cansei-me de esperar

 

E que me cansei de correr, e de saltar

Que me cansei de olhar o silêncio de um luar

Ou ouvir os gritos sonolentos de um pulsar

 

De palavras dentro de mim, que me cansei do meu nome

E das palavras, que saem de mim, e dos rios que brotam

Deste cansaço sem fim.

 

09/12/2025, 05:36

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