Quase que não tenho
versos, deste meu capitão, sem quase versos
Quase que este navio
chora, e procura na noite
O luar de outros tempos e
de outros encantos
De quando a chuva ainda
era a fina porcelana sobre a mesa
Sobre a cama, um fio de
sémen no silêncio deste oceano
Que nunca teve um nome,
que nunca teve a esperança
De dormir nas mãos de um
solstício de medo, de caminhar sobre o vento, no vento de sofrer
Para quê escrever versos,
se ninguém os lê ou os quer
Os versos, e nem querem
ver as minhas mãos
Que sangram, que sangram
palavras
No final do dia
E cada janela que tento
abrir, apenas sinto o odor
De um rio que há muito
deixou de sorrir.
09/11/2025, 08:25
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