22 novembro 2025

Tão só, no só ditado de uma página

 

Tão só, no só ditado de uma página

Dentro de um cubo de vidro, as quatro paredes da ausência

O poço da morte, e em círculos, a motorizada desenhava vírgulas no olhar de uma criança; eu.

 

Tão só a lareira que depois de acesa, também ela, me ignora, até se extinguir num pedaço de luar

A geada cobre a minha sombra, dispo-me

E mergulho no só meus livros, e aos poucos também eles se despedem de mim, e eu, oiço-os

Durante a noite e sorrateiramente, descerem as escadas, abrem a porta…

 

E partem de mim: assim.

 

Sós.

 

22/11/2025, 20:58

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