Também eram espadas,
As saias da árvore
pertinho da escola, também eram janelas em porcelana, os cortinados sombrios de
um beijo
E eram rios de sangue, as
lágrimas da escola
Também era criança, de ao
ombro sacola
Saltava sobre as pedras
das tardes na penumbra, lá fora havia uma rua,
E uma mulher, nua
Atravessava a rua
E um livro em granito eu
sentia no peito, e eu sentia o frio gemido de um orvalho, tão fino, e sem jeito
Capaz de correr e subir à
montanha mais alta da aldeia
E depois?
Também espadas, eram as
saias da madrugada
Quando um barquinho de
sono, poisava a cabeça sobre o dia, e morria o dia.
06/11/2025, 05:40
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