16 novembro 2025

Sinais de fumo

 

Sinais de fumo, o paraíso orvalho do encarnado juízo

Sitiadas as mandíbulas que agonizam, em áspero silício de uma cama

O esperma cetim cadente em novas fronteiras, o lençol em triste engoma, e que ainda fumega

O corpo da alvorada

Porque o sítio silêncio é uma esplanada de vento

 

Sendo grã-mestre do veneno feiticeiro, a reza quântica

Nas virilhas do mendigo, coça os tomates, coça

Se levanta, que se volta a cair

Outra lâmina lhe incendeia o couro cabeludo, triste

O verniz nas unhas, triste a vida de nunca ser

 

A dentada roda de uma aldeia, cadeia, ladeira, todos à lareira

Ouvem-se os linhares e desalinhares de um pedaço de terra, que pertence à

Nova luz, nova

A noite que acaba de acordar, e é quase meia-noite…

Que entrem então os sinais de fumo.

 

16/11/2025, 21:56

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