Sinais de fumo, o paraíso
orvalho do encarnado juízo
Sitiadas as mandíbulas que
agonizam, em áspero silício de uma cama
O esperma cetim cadente
em novas fronteiras, o lençol em triste engoma, e que ainda fumega
O corpo da alvorada
Porque o sítio silêncio é
uma esplanada de vento
Sendo grã-mestre do
veneno feiticeiro, a reza quântica
Nas virilhas do mendigo,
coça os tomates, coça
Se levanta, que se volta
a cair
Outra lâmina lhe incendeia
o couro cabeludo, triste
O verniz nas unhas,
triste a vida de nunca ser
A dentada roda de uma
aldeia, cadeia, ladeira, todos à lareira
Ouvem-se os linhares e
desalinhares de um pedaço de terra, que pertence à
Nova luz, nova
A noite que acaba de
acordar, e é quase meia-noite…
Que entrem então os
sinais de fumo.
16/11/2025, 21:56
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