04 novembro 2025

No corredor da morte

 

Uma caixa, de quem se esconde

O triângulo

Dois círculos de luz, ao silêncio abismo

No corredor da morte

 

A equação é quase sono, porque choram as pedras

Dos cinzeiros em prata, rio abaixo

A barcaça quase desgraça

Na mordaça

 

A voz é um esqueleto de vidro, em suas mãos

Escreveram-lhe, e ainda lhe escrevem

O sémen de uma sanzala

 

O sono e o circo, o perfume mármore de uma aldeia

Sobre a ponte, outro rio de um outro nome

Sempre que da terra se ergue a vaidade

 

04/11/2025, 22:41

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