11 novembro 2025

Na saudade de um quarto, de quarto em quatro

 

Uma vedação de quatro por quarto

O quarto mal iluminado, dos algerozes, saem as sandálias esquecidas em couro mendigo, capturado, guisado, e cozinhado

Em quatro, por quarto, a música se despede e a solidão traz um calafrio de sémen, em busca de uma lareira

 

A mão semeia o sentido miúlo de uma abelha, de uma abelha colmeia, azul por dentro, quatro

O quarto por fora, que vive, e que chora

Quando a lua lhe implora

O quarto quatro de uma nuvem de fumo

 

E que corre velozmente sobre a chuva, e que conversa com as árvores depois de que a noite, a quatro

Vai ao quarto, e sabe que sobre a cama,

Esta deitada a saudade,

Na saudade de um quarto, de quarto em quatro.

 

11/11/2025, 18:34

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