Uma vedação de quatro por
quarto
O quarto mal iluminado,
dos algerozes, saem as sandálias esquecidas em couro mendigo, capturado,
guisado, e cozinhado
Em quatro, por quarto, a
música se despede e a solidão traz um calafrio de sémen, em busca de uma
lareira
A mão semeia o sentido miúlo
de uma abelha, de uma abelha colmeia, azul por dentro, quatro
O quarto por fora, que
vive, e que chora
Quando a lua lhe implora
O quarto quatro de uma
nuvem de fumo
E que corre velozmente
sobre a chuva, e que conversa com as árvores depois de que a noite, a quatro
Vai ao quarto, e sabe que
sobre a cama,
Esta deitada a saudade,
Na saudade de um quarto,
de quarto em quatro.
11/11/2025, 18:34
Sem comentários:
Enviar um comentário