À luz pertenço, da luz
recebo a tua carta
Em despedida, porque te
vais
À luz caminho sentindo o
frio da cidade
A luz, que morre na minha
mão
A luz escuridão quando o
beijo é apenas o silêncio de uma plateia, que me espera, que me apedreja
E a ribeira é o sono de
uma lâmina de barbear, que toca o meu rosto
E que me sufoca antes que
regresse a noite
E a luz venha, e da luz
os seios das tuas mãos
Tão despidas, nuas e
cansadas
E temidas sombras
Entre a lua luz e as
novas madrugadas
07/11/2025, 06:24
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