07 novembro 2025

Da luz recebo a tua carta

À luz pertenço, da luz recebo a tua carta

Em despedida, porque te vais

À luz caminho sentindo o frio da cidade

A luz, que morre na minha mão

 

A luz escuridão quando o beijo é apenas o silêncio de uma plateia, que me espera, que me apedreja

E a ribeira é o sono de uma lâmina de barbear, que toca o meu rosto

E que me sufoca antes que regresse a noite

 

E a luz venha, e da luz os seios das tuas mãos

Tão despidas, nuas e cansadas

E temidas sombras

Entre a lua luz e as novas madrugadas

 

07/11/2025, 06:24


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