Cresce árvore na palavra
que se escreve
Entre o silêncio, e
O principio de
Arquimedes, loiça que loiça,
E baloiça,
Que dorme e que brinca,
sobre a tábua mesa que é invisível, e que acredita, ainda viver, e ter corpo
Ter voz, gritar bem alto,
algo inaudível
Como o é, um frio pedaço
de aço, à lareira
Como árvore também sente,
do longe quando vem gente
E quando do capim se
ergue a enxada, quebrada
Nas mãos de uma sombra
ausente
África, é veneno, África,
é feitiço
E é criança, mas também é
o destino fronteiriço
Entre os dois lados do
mar
Nas três lágrimas de
sangue, que dançam sobre o zinco telhado de uma cubata, na lata miserável sob a
chuva, depois desce o cacimbo,
E o menino, adormece.
05/11/2025, 21:35
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