06 novembro 2025

Constante, mão

 

Inconstante,

A constante invisível de uma mão, suada

A pele, agreste silêncio, que quase é pura

Água em negra escuridão, em oiro geada

 

A mão que manuseia o livro, uma vírgula,

Disfarçada de bomba

À procura do sol, na penumbra,

Eu sou

 

Qualquer coisa comestível, qualquer coisa

Que se escreva na noite, sempre

Que o dia deixou de o ser

 

Em ser, o meu saber

Inconstante, esta constante mão

Em busca, da tua mão.

 

06/11/2025, 21:46

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