17 novembro 2025

Clareira de um olhar

 

Fomos o silêncio de dois destinos, clareira de um olhar, fogo sistémico sobre o salgado mar de uma árvore

Fomos pássaro, e peixe que voava quando se tocava no interruptor da sala, e

Do outro lado da rua se erguia,

Uma esquina de luz

 

Fomos a lareira de um momento, a água na espuma que só a pele reconhece pelo odor quando, sobre o xisto circular de um socalco, o seio beija a flor

Fomos a argamassa cinzenta na construção de um quase desejo, em desespero, espero

Sermos a manhã sobre uma fraga de sono, ou

Sermos só,

O abraço.

 

17/11/2025, 23:41

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