Fomos
o silêncio de dois destinos, clareira de um olhar, fogo sistémico sobre o
salgado mar de uma árvore
Fomos
pássaro, e peixe que voava quando se tocava no interruptor da sala, e
Do
outro lado da rua se erguia,
Uma
esquina de luz
Fomos
a lareira de um momento, a água na espuma que só a pele reconhece pelo odor
quando, sobre o xisto circular de um socalco, o seio beija a flor
Fomos
a argamassa cinzenta na construção de um quase desejo, em desespero, espero
Sermos
a manhã sobre uma fraga de sono, ou
Sermos
só,
O
abraço.
17/11/2025,
23:41
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