12 novembro 2025

Chuva fraca, minha querida andorinha, em papel

 

Chuva fraca, minha querida andorinha, em papel, em papel e faca,

No peito chacal, o mel, o veneno número cinco, da Chanel

O cigarro embebido em sangue puro cavalo, e às vezes.

Tossia, e coxeava de vez em quando,

Ultimamente,

Mais vezes do que encanto

 

Quando

Quando tudo arde, e mais lenha se avizinha na fogueira, na fritadeira, e na respectiva torradeira, e a vizinha, se apouca, e se esconde na sombra de uma lareira acesa,

A torrada ficou carvão, o carvão, depois do almoço, sempre que podia ia à melancolia da tarde, e trazia,

Um dióspiro; que nojo. Odeio.

 

Um triste e só, tremoço. Às tantas ficou órfã, de grinalda na cabeça, e

E sempre que o sabia, sentava-se na cadeira, quase sempre, ela, ela vazia

 

E assim se fez dia chuva fraca, minha querida andorinha, em papel,

 

Em papel e faca.

 

12/11/2025, 21:53

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