cada vírgula é uma espada cravada no poema
se ele está só o poema se escreve no sangue argiloso da montanha quase espuma depois da meia-noite
se ele está acompanhado o poema não se escreve
quase dorme e dorme sobre o musgo da lua
cada vírgula é um desejo de não desejar que cada janela se abra e se desprende da outra margem do mar
qual mar
se até as crianças dizem
dizem que o mar é maluco
o cuco cantou
o relógio parou
a pedra ama
ama a pedra do outro lado do passeio do outro lado da rua
rua
vírgula rua
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