violino o sino depois da
eutanásia de uma mão
o sítio divino da carcaça
ardente de uma sombra
que sombreado terá sempre
que o quiser
desçam às tertúlias
bipolares de uma janela
e nunca o sejam
pedras de uma calçada sem
destino
como são todas as
lágrimas de um silêncio ourives
o tesão de um feixe de
electrões
os testículos soltos e
aos encontrões
o petroleiro passeia-se
no corredor
e é tão longínqua que
tivemos de cerrar os olhos
e o par de sandálias
doente
e o triciclo desperta da
lentidão do sorriso
que os dias são maresias
sem nome
sem amor
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