20 outubro 2025

violino o sino depois da eutanásia de uma mão

 

violino o sino depois da eutanásia de uma mão

o sítio divino da carcaça ardente de uma sombra

que sombreado terá sempre que o quiser

desçam às tertúlias bipolares de uma janela

e nunca o sejam

pedras de uma calçada sem destino

como são todas as lágrimas de um silêncio ourives

o tesão de um feixe de electrões

os testículos soltos e aos encontrões

o petroleiro passeia-se no corredor

e é tão longínqua que tivemos de cerrar os olhos

e o par de sandálias doente

e o triciclo desperta da lentidão do sorriso

que os dias são maresias

sem nome

sem amor

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