Se uma sílaba dos meus
lábios tocasse nos teus lábios de mel,
Do mar feliz que brinca
no silêncio da madrugada,
E se a palavra rasgasse o
papel
Como se fosse uma espada,
Ou um feixe de luz para
me acordar…
Se a bala disparada fosse
apenas uma bala com frio,
Contra o sorriso do luar,
Contra… contra a paixão
de um rio.
Mas de sílabas em meus
lábios eu desconheço,
E feixes de luz, nenhum a
mim pertence,
Sou tão miserável que às
vezes pareço
Um mendigo a vaguear,
E sei que o cansaço me vence,
E que às vezes de tão só,
eu só preciso de chorar!
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