a textura de um som,
oiço-a,
pincelo-a na penumbra página
de uma mão invisível, à procura do sol,
invento-a, e escrevo-a em
cada sombra do meu relógio.
na partitura de um beijo,
quando do desalento de um livro, há olhos que vêem a textura do som,
sobre a árvore do
quintal, assobiando pássaros e que me perguntam, qual é a cor do silêncio,
este silêncio de que
nunca lhe conheci uma cor,
ou um sorriso,
ou na camuflada maré, a
viúva que chora à janela.
o som é um pequeno cubo
em vidro, no vácuo de um destino
mergulhado na cera
milenar de um pingo de luz,
cansada de ouvir o som na
textura de um silêncio.
Sem comentários:
Enviar um comentário