se o olhar o ter
a terra semear depois
virá a chuva amanhecer
acordarão os pássaros em
seu sonhar
e do sol regressará outro
mar
e barcos novos nascerão
sobre as acácias do antigamente
e corpos descalços
servirão de gente
talvez o rio desça a
calçada
e encontre uma criança
descalça em busca de uma nova madrugada
e o olhar nunca o terá
conhecido
a terra jamais será
semeada
porque a terra é uma
charrua
e por ninguém ela é
puxada
porque o vento o saberá
fazer com todo o cuidado depois de a lua
e muito depois do tempo o
poeta se ter matado
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