Se cobre de espelhos o
ensanguentado corpo, morto
Uma pedra capaz de
chorar, um mendigo, que sorri
Um avião que se lixa, e
bate contra a porta da vizinha
Uma mulata que coisas
adivinha
A cigana que lê a sina
E ao longe muito longe
Brinca uma menina
E dentro dos espelhos,
amargos olhos lavram as mãos da charrua, tão velha, e tão nua
A Filó mais uma vez recusou
ir comigo à lua, tás maluco Luís!!!!
E vou só, e quando lá
chego, já outros lá estiveram, abro a porta, a porta que dá acesso à lua
E ela, a Gabriela, dança
sobre a mesa de bilhar
Uma bola encarnada, cai,
desce as escadas, e muito
Se cobre de espelhos o
ensanguentado corpo, morto.
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