habita-me, enquanto o sol
adormece,
e a lua brinca na tua
mão,
habita-me, depois das
nuvens escurecidas
poisarem no chão,
e que das tardes perdidas
nasça a lareira que nos
aquece,
e inventa em nós, as
marés perdidas
que passeiam junto ao
rio.
habita-me, na ausência do
sono estrelar,
quando as gaivotas em
cio,
perdem-se sobre o mar,
habita-me, enquanto estas
flores adormecidas
são apenas flores
adormecidas.
habita-me, como se eu
fosse um poema que depois de morrer
vagueia na floresta dos
pássaros pensantes;
habita-me, sem que eu
perceba que viver…
não são apenas as
estrelas distantes,
que viver… são as tuas
mãos ausentes.
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