Às vezes sou um pequeno
fio de água em corridas e descidas, entre pedras,
Pedras perdidas,
Entre pedras sentidas, às
vezes sou um nada disfarçado de tudo,
Quando sei,
Que nada sou
Nem sei,
Não sendo, tento o ser
Às vezes sou um poema que
ninguém lê ou quer ler,
Quem haveria de me querer
ler?
Às vezes, nem vezes
tenho, restando-me a divisão, a subtracção e a adição,
E outras vezes, nem às
vezes, sou um petroleiro em pequenos círculos dentro de um longo e frio,
Corredor,
Às vezes sou jardim, às
vezes
Sou os rochedos da
tempestade do sono,
Às vezes apetecia-me
brincar, as vezes
Não me apetece,
Mas dou comigo a chorar,
Às vezes.
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