Podia descer o rio do meu
corpo sombreado
Podia acordar a noite em
mim aqui sentado
Podia a lua brincar no
meu sonhado
Destino silêncio que eu
poeta enforcado
Escrevia sobre as margens
do outro lado do mar
Podia ser em papel o luar
A flor podia até não
querer mais brincar
O dia podia não ser mais o
dia mas sim as lágrimas de chorar
Podia um livro ser a
fogueira
No milho semeado na granítica
eira
Podia
Ser o sol a janela de uma
lareira
Podia ser a cama o
silêncio de dois desejados
De tão cansados
Destinos desencontrados
Que eu continuaria a
olhar os teus olhos molhados
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