09 outubro 2025

o teu nome

 

se os sinos a rebate gritassem o teu nome, se a fome

apenas pertencesse aos poemas,

sem nome,

 

se o rio em vez de correr parra o mar, subisse a montanha, e se sentasse sobre uma pedra, nua e cinzenta,

se a noite tivesse muitas janelas, tantas como a charrua que lamenta,

apenas pertencesse aos poemas,

sem nome,

porque o nome é uma farsa, é um destino menino,

só, em viagem na sua barcaça,

 

então:

 

a equação da energia é igual à massa vezes o quadrado da velocidade da luz…

 

e eu?

 

eu.

 

e eu preciso muito da tua luz!

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