Enquanto o rio galga as
pedras da insónia,
Percebo que o teu corpo é
a manhã de Outono,
Que dos teus cabelos caem
as folhas em poema
Onde habitam as tristes
palavras que invento,
E não tenho medo do
grito,
Quando a tua voz se
entranha no amanhecer,
Enquanto se erguem as
imagens que deixei suspensas na noite anterior…
E mesmo assim, abraço-me
aos círculos com olhos verdes,
Sou prisioneiro de um velho
espelho,
Moro lá, escondo-me lá…
E escrevo lá; e as
palavras que te envio
São as pedras da insónia
que o rio que és tu, galga.
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