O síbilo que de deus me
pertence, e que me vence pelo cansaço quando a água é o único abraço do outono
O poema-ião, que o sol atormenta
e que de mim afoguenta
O reactor nuclear que transporto
no peito, o urânio de mão entrelaçada com uma reacção-prisão, depois a cadeia,
e fricção
E a desilusão, em busca
de espadas,
Na boca de uma serpente
Que ninguém sabe se ela
está doente,
Ou se apenas também é gente,
da outra gente
Não mereço ter tido um
berço, não mereço dizê-lo, quando a chuva era transparente, e da algibeira, o
pente
Que sentia aquele cabelo
branco, que depois não sentiu mais, que depois
O vento não lhe trouxe
mais cabelo, e do vento apenas um par de botas trinta e quatro, depois o trinta
e cinco
Depois foi habitar para o
trinta e três, que um dia
E que talvez,
Uma bananeira lá
pernoitou também, a caserna era tão imunda, como imundas eram as ratazanas que
se comiam umas às outras, no corredor, tão fino e tão escuro,
Como a morte
De nunca ter tido eu a sorte
e o síbilo que de deus me pertence e que descanse,
Em deus paz,
Que há sempre, sempre
Uma saída de emergência
em cada corredor da vida, desde a nascença até ao mictório mais próximo, que
quando percebia que o vizinho, olhava e desejava,
A minha pila
E eu fingia, que não
tinha vinho algum
E que não tinha pila, e
Apenas estava ali porque chovia
torrencialmente, como toda a gente
A gente que sente, a gente
que trabalha, que labuta
Que às vezes confunde, se
confundo com o propano,
E o gémeo irmão,
Um tal de butano
Depois vinham mais hidrocarbonetos,
e muitos outros
Que de deus nada sabiam,
a não ser
Que havia uma fisga sobre
a mesa e que sobre o soalho está a dita mesa, e sempre
A não ser
Que a fisga é louca, e
que os figos secos, detesto-os, porque detesto,
Aguardente
E novamente,
Vem gente,
Gente louca, louca gente…
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